quarta-feira, 9 de abril de 2008

Corrida é a melhor balada

Essa matéria uma cópia do site da Revista Boa Forma da Editora Abril. Veja aqui.

Corrida é a melhor balada


Chega um momento em que a gente sente que tudo anda meio sem graça, parece que está faltando alguma coisa. Nestas horas, para dar a volta por cima, nada melhor do que um desafio. E, se ele puder ser realizado em meio a gatos e gente saudável e bonita, fica mais gostoso, não é mesmo? Apesar de ser uma modalidade individual, correr não é necessariamente uma atividade solitária. “A corrida se tornou um estilo de vida. Ela reúne homens e mulheres que pensam de forma semelhante, que cuidam da saúde e do visual”, diz Alfredo Donadio, diretor de comunicação da Corpore, organização paulistana que promove corridas de rua. Muita gente descobriu isso, tanto que o número de adeptos não pára de crescer. Em 2000, as provas organizadas pela Corpore tiveram 27500 inscrições. No ano passado, foram quase 82 mil, praticamente o triplo de inscritos.


Para conhecer outros corredores, uma ótima alternativa é participar de um grupo. Preste atenção nos parques da sua cidade: há várias equipes, treinando quase todos os dias da semana. Algumas são formadas pelos próprios freqüentadores do parque, outras, com integrantes que costumam correr com camisetas da mesma cor, contam com treinadores que acompanham cada um dos alunos, cuidando para que a performance deles melhore sempre. Esse serviço, é claro, tem um preço. Paga-se uma mensalidade, como se fosse uma academia (veja alguns endereços eletrônicos no site http://www.boaforma.com.br/ ).


Você também pode chamar seus amigos e montar uma equipe. O importante é que eles sejam confiáveis, para não deixá-la na mão, o que atrapalharia a sua meta de se tornar uma corredora de carteirinha. Praticando sempre no mesmo parque, a tendência é que um grupinho conheça outros, até formar uma comunidade maior.
Para quem já corre, outro caminho é participar das provas de rua, cada vez mais comuns em todo o país. As mais curtas, que têm até 6 quilômetros, são ótimas para iniciantes. E, se você tiver que caminhar em alguns trechos, não será nenhum vexame.


Mas, para que tudo isso aconteça, você tem que começar a correr de verdade. A fim de ajudá-la nessa empreitada, pedimos para uma das equipes mais conceituadas de São Paulo, Run 4 Fun, montar um plano de corrida. Em 12 semanas, você irá dos 30 minutos de caminhada ­ acessíveis para qualquer uma que tenha abandonado a vida sedentária ­ a uma hora in-tei-ri-nha de corrida! Os treinadores garantem que é possível, sim, com o auxílio de um poderoso combustível na vida de qualquer corredora: a determinação de superar os próprios limites. Pronta para a empreitada?


"Queria participar de provas de rua, via meus amigos correndo e achava bacana. Em 2003, me inscrevi, com uma amiga, numa prova de revezamento, mas fomos um fiasco. Não conseguimos correr nem os 5 quilômetros. Na seqüência, minha amiga começou a treinar com um grupo e, embalada no progresso dela, resolvi levar o treinamento a sério. Estou impressionada com o resultado. Quando corria na academia, por conta própria, conseguia ficar na esteira por 20 minutos, no máximo. Em seis meses treinando em equipe, consegui atingir uma hora sem perceber. O meu condicionamento físico melhorou muito. Agora, já consigo terminar sem problemas as provas menores. É ótimo superar metas e vencer os desafios.” " Corro desde 1998, mas treino a sério mesmo há um ano. Estou me preparando para a Maratona da Disney, nos Estados Unidos. Fiz muitos amigos, inclusive um grupo que se encontra todas as semanas há dois anos. Convivo com gente que tem os mesmos hábitos que eu ­ meu namorado, por exemplo. Não gostaria de namorar um cara que vive na balada. Entre os corredores, há muitos gatos que levam a saúde a sério. Como corro todos os dias, às vezes até duas horas direto, não preciso me privar à mesa. Como de tudo sem culpa. Nos restaurantes, peço entrada, salada e prato principal. E não economizo calorias na sobremesa: a minha preferida é torta de chocolate. Minhas amigas ficam indignadas!”

Daniela Pinto Frizzo, 21 anos, empresária"Posso dizer que estou estreando no mundo da corrida: treino há apenas três meses. Procurei essa atividade para escapar do tédio da academia. Fazia spinning, step e musculação há alguns anos e não agüentava mais. Até pretendo voltar para a musculação por recomendação do meu treinador, mas agora é diferente. Ele me explicou que precisamos de músculos fortes, principalmente nas pernas, glúteos e abdômen, para evitar lesões. A sensação de correr ao ar livre é maravilhosa. Se estou sozinha, ouço música. Em grupo ou com amigas, é ótimo para pôr a conversa em dia. Estou descobrindo um novo mundo. Nunca imaginei que conseguiria bater papo enquanto corro! As pessoas gostam do que fazem, são motivadas e incentivam quem está começando, como eu. Sempre ouço palavras de estímulo.” Patrícia Moreira de Freitas, 26 anos, dentista..

O bê-á-bá das provas


Conheça as distâncias mais freqüentes e quem pode percorrê-las, de acordo com Edgard José dos Santos, secretário-geral da Corpore.
Até 6 km: para iniciantes, dá também para caminhar. O clima é de festa, com moçada, família, cachorro...
Até 10 km: para quem corre com alguma freqüência e busca vôos maiores. O astral é descontraído, mas já não tem clima de passeio.
Até 15 km: passar dos 10 quilômetros requer preparo físico, disciplina e disposição. As provas vão ficando gradativamente mais longas, por exemplo, 12 km ou 14 km, até atingir essa marca.
21,1 km: a meia maratona é a prova mais comum de todas, e acontece nas principais cidades do mundo: Londres, Praga, Buenos Aires, Lisboa e São Paulo entre outras. Os participantes costumam terminar a prova e ainda ter pique para fazer turismo.
42,2 km: prova mais tradicional do atletismo, a maratona, obviamente, não é para qualquer um. Exige uma excelente preparação. Aliás, grande parte dos corredores diminui consideravelmente o ritmo a partir dos 30 km. As maratonas mais glamourosas são as de Nova York e Paris.


O barato dos grupos


Acordar cedo para correr, inclusive nos finais de semana, fica mais fácil quando você sabe que vai encontrar seus amigos. Esse é um dos motivos que faz com que os grupos de corrida estejam se multiplicando nas grande cidades brasileiras. Os praticantes destacam outras vantagens: o acompanhamento dos treinadores, que dão um ritmo mais forte ao treino, o incentivo dos colegas e a infra-estrutura, que inclui bebidas (água, suco, isotônicos), frutas, barras de cereais e lugar para deixar os pertences. Até mesmo o alongamento fica mais divertido.
A equipe Run 4 Fun, dirigida pelo treinador Mário Sérgio Andrade Silva, elaborou uma planilha de corrida supercompleta, de 12 semanas, com três treinos diferentes por semana. O programa é progressivo, ou seja, fica um pouco mais puxado a cada dia. “Assim, a aluna é desafiada a melhorar sua performance aos poucos. E sem monotonia: um dia nunca é igual ao outro”, diz Belino Coelho, técnico da Run & Fun. “O objetivo é a obtenção, a melhora e o aprimoramento do condicionamento físico”, fala Mário Sérgio. O efeito secundário — mas não menos importante para você — é que seu corpo vai se livrar de toda e qualquer gordurinha extra. Quando se trata de preparar o corpo para a corrida, a primeira coisa a deixar claro é que a aluna iniciante não é sedentária. Aqui, você é considerada iniciante se caminha por meia hora numa boa. Quem consegue correr por alguns minutos sem dificuldade deve começar na 4ª semana. Outra recomendação importante: só passe para o próximo treino quando estiver adaptada ao anterior. E, se ao contrário, estiver muito fácil, pule algumas etapas até encontrar aquele que melhor se encaixa no seu condicionamento físico. “É fundamental intercalar um dia de treino com um de descanso, para a recuperação e a adaptação ao estímulo dado”, diz Belino. “. Ele lembra também que antes de iniciar um programa de atividade física, você deve consultar um cardiologista e fazer os exames solicitados.


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